Alma Nua
Era primavera,
e alvoaçava a cortina, o vento,
sacudindo em nossos corpos
um cheiro campestre.
o abraço forte de bom dia,
enlaçava-me de desejos naquela manhã.
A quentura de teu corpo junto ao meu,
despertou-me um desejo tão afã,
pedi-lhe um beijo em seu regaço,
mas um beijo não bastava, nem o abraço,
Queria você em um laço;
Fazendo de mim seu pedaço.
oscilava o amor e pouco a pouco;
rendida em seu desejo me submeti,
submetia-se você aos meus prazeres,
nossos corpos ja falavam por si mesmos.
Dominando sua volúpia por vezes,
Me entregando na medida sem medida,
me faz uma mulher mais destemida,
onde nós dois nunca cansamos de nos mesmos,
extasiados de amor nos doaremos,
esperando ter você nesse aconchego,
liberto na questão de teus prazeres.
Vem meu homem,
que mulher sou tua,
me tens agora e sempre a alma nua,
nua em corpo, nua em alma, repleta de seu gozo,
porque pra te amar assim,
Não faço nenhum esforço.
Bel Bento
Publicado no Recanto das Letras em 25/06/2008
Código do texto: T1051507
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