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Elizabeth


     Elizabeth (Rainhas da Inglaterra). Duas rainhas da Inglaterra tiveram este nome: Elizabeth I (1.553 - 1.603), filha de Henrique VIII e de Ana Bolena, subiu ao trono em 1.558, resolveu o problema religioso através de duas leis votadas em  1.559 pelo Parlamento: a de "Supremacia" (declarando-a Suprema Governante em matéria espiritual) e a de "Uniformidade" (restaurando o livro
de Orações de 1.552). Em 1.560 - 1561 realizou uma importante reforma da moeda, estabilizando-a sob a liderança de seus conselheiros, o Parlamento aprovou leis de amparo aos nobres, estímulo a construção naval e à pesca, limitação ao cercamento dos campos e sobretudo, o Estatuto dos Aprendizes (ou dos Artífices).
     A questão do seu casamento, estreitamente ligada á da sua sucessão, marcou a maior parte do reinado, mas, interna e externamente, os perigos eram muitos e Elizabeth preferiu deixar as facções e as cortes em suspenso na expectativa de uma escolha que lhes fosse favorável. Lord Robert Dudley, depois Conde de Leicester, com quem ela esteve na eminência de casar-se, em 1.560, e Robert Devereux, Conde de Essex, no final do século, construíram os
pontos culminantes de sua agitada e discutida vida amorosa. O problema da sucessão tornou-se mais grave porque os católicos viam em Maria Stuart, rainha da Escócia, a verdadeira sucessora de Maria I. Assim, em 1 568, ao fugir para a Inglaterra, Maria Staurt constitui-se num perigoso foco de conspirações e rebelião contra Elizabeth. A situação agravou-se quando o Papa Pio V, em 1570, excomungou   Elizabeth   e   declarou-a   deposta.   Em   1585 - 1586,
Maria comprometeu-se  em  cartas  dirigidas  aos  inimigos   do  reino  e  com  uma conspiração para assassinar a rainha, de modo que o Parlamento de  1586 decretou sua morte, com a qual Elizabeth concordou, finalmente, em 1587.
     Externamente, o reinado de Elizabeth foi marcado por: (1) início da expansão marítma - a "Época de Drake" - ação dos piratas e corsários, grandes viagens, recuperação da frota por J. Hawkins; (2) auxílio aos revoltosos das Províncias Unidas; (3) luta contra a Espanha, não declarada durante muitos anos, culminando nas proezas de Drake e na Derrota da Invencível Armada, em 1588, enviada para a invasão da Inglaterra; (4) intervenção no norte da França
em   apoio dos hugvenotes de 1589 a 1595. O fim do reinado foi toldado pêlos acasos dos êxitos navais, enorme despesas militares, taxação crescente, onda de descontentamento contra os  inúmeros monopólios  industriais e privilégios comerciais vendidos pela coroa (devido às exigências financeiras), e declínio do comércio. O Parlamento de 1597 do responsável por uma importante Lei dos
Pobres.  A morte dos grandes auxiliares  de reinado, a carreira trágica e vertiginosa de Essex, o envelhecimento da soberania, tornaram algo dramático os últimos anos de Elizabeth, mas, até o final, ela demonstrou sua imensa habilidade, controlando a oposição parlamentar. Ao morrer, em 1603, Robert Cecil já preparava tudo para a subida ai trono de Jaime VI da Escócia.
     Elizabeth II, rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de seus domínios e territórios. Nascidas em Londres, subiu ao trono após a morte de seu pai, Jorge VI, em 1952. Recebeu no batismo o nome de Elizabeth . Alexandra Mary, foi educada sob a supervisão de sua mãe, estudou História  com C. H. K. Marten, música e línguas com professores particulares. Sua vida  pública começou durante a II Guerra Mundial, acompanhando seu pai e sua mãe em aüvidades cívicas. Casou-se em 1947 com o príncipe Philip Mountbatten, da Grécia, seu primo distante, que recebeu o título de Duque de Edimburgo. O casal possuiu quatro filhos: Charles Philip Arthur George (1948), Príncipe de Gales, herdeiro do trono, Princesa Anne (1950), Príncipe Andrew Albert Christian Edward (1960) e Príncipe Edward Anthony Richard Louis (1964).
     Seu reinado vem se caracterizando por uma série de medidas visando aproximar a família real inglesa do povo e a Grã-Bretanha dos demais países da Commonwealth e de seus aliados tradicionais, tanto a rainha quanto o Duque de Edimburgo realizam constantemente viagens de cortesia aos mais diversos países do mundo, dedicando especial atenção ás novas nações da África e da Ásia.

Roseli Princhatti
Publicado no Recanto das Letras em 14/05/2008
Código do texto: T989038

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Sobre a autora
Roseli Princhatti
São Paulo/SP - Brasil, 44 anos, Escritora Profissional
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