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Texto

| Closer Sempre quis ver este filme mas o tempo foi passando e eu nem fui ao cinema nem aluguei para ver em casa. Hoje, quase que por acaso, liguei a Tv no momento exato em que o filme começava. Então o vi. Closer é um filme dirigido por Mike Nickols. O quarteto amoroso é formado por Julia Roberts (Anna), Natalie Portman ( Alice), Jude Law (Dan) e Clive Owen (Larry). Só por esta razão já valeu a pena ter visto porque além de bonitos achei que a interpretação de todos foi muito boa. Closer é o que está perto mas também é aquele que se fecha. Tinha uma vaga idéia do significado já que meu inglês é bem capenga. Fiz uma rápida visita ao Google para ler algumas resenhas sobre o filme e no site do Nei Duclos encontrei este esclarecimento. Aliás, em vez de fazer uma resenha o que eu deveria era convidar a todos para ver o site do cara porque a resenha dele está perfeita. Abriu minha cabeça para uma série de dúvidas que eu estava tendo. De qualquer forma não resisto a escrever sobre o filme usando as palavras que são minhas embora não possa negar que a visão que tenho do filme se ampliou após a leitura da resenha dele. Um casal se encontra por acaso. Dois jovens caminhando pelas ruas, um acidente e a vida os une para sempre, mesmo que seja apenas na lembrança. Os dois passeiam pela cidade e só no final vamos compreender a importância desse passeio. Uma fotógrafa famosa, um jornalista pé de chinelo metido a escritor, um triângulo amoroso que se pré -anuncia. Um novo acaso, desta vez fruto de uma armadilha pela internet, o encontro no aquário: a entrada de um novo protagonista, o médico dermatologista. De um triângulo resultará um novo ângulo. O aquário é a chave da história: um espaço onde tudo está visível, a descoberto,perto, mas ao mesmo tempo inatingível, fechado em si mesmo. Assim como na dança do poste( descobri de onde o Agnaldo Silva tirou a sua personagem Alzira) quando se pode ver mas nunca tocar. E assim os dois casais vão se interagindo emocionalmente e sexualmente sem nunca, na verdade, consiguirem atingir a essência de cada um e de si mesmo. Perdidos de si mesmo não conseguirão jamais saber a quem ou o que verdadeiramente amam ou querem. Acredito que casais assintindo juntos ao filme sairão de lá pensando se a verdade sempre deve ser dita. Eu cá por mim tenho minhas dúvidas. E um conselho: não se esqueçam de garantir se a pessoa a quem acabam de conhecer e por quem se interessaram muito é realmente quem diz ser. A descoberta da verdade pode ser traumatizante. |
| Maria Olimpia Alves de Melo |
| Publicado no Recanto das Letras em 15/06/2008 Código do texto: T1034744 |
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Sobre a autora

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Maria Olimpia Alves de Melo
Lavras/MG - Brasil, Escritora Amadora
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