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AS VINHAS DA IRA - (Grapes of Wrath, The, 1940)

         Baseado na obra de John Steinbeck, o filme conta a história de uma família de trabalhadores rurais pobres durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. Buscando oportunidades de uma vida melhor, Tom Joad (Henry Fonda), após cumprir pena, vai com sua família em uma pequena caminhonete, de Oklahoma para a Califórnia, onde dizem ser um lugar com maior prosperidade e oportunidades de trabalho. Durante a viagem eles se deparam com a nova realidade, ao mesmo tempo em que descobrem que o lugar onde estão indo pode ser pior do que o que deixaram para trás. O filme descreve a vida de pessoas comuns que tentam preservar a sua humanidade face ao desespero econômico e social que atinge o país naquele momento.
        O título do filme já possui uma imensa simbologia: As vinhas da ira. As vinhas são o verde vale da Califórnia, onde há produção de uva , que representam a fartura, o alimento, o trabalho e o bem-estar que delas deverão resultar. A ira é o sentimento de frustração e dor que os retirantes sentem em relação a falsa Canaã, pois percebem que foram atraídos para uma falsa Terra Prometida, e que a exploração do homem pelo homem continua intensa causando injustiça social, violência moral e física.
        O filme retrata a situação do homem diante das dificuldades, a pobreza e a privação em um universo feroz. Fala da luta do homem contra as dificuldades, contra as adversidades e a esperança que este homem possui mostrando a sua força e capacidade de lutar e de resistir.
As Vinhas da Ira mostra como ocorreu o processo de proletarização ou a condição de proletariedade dos pequenos agricultores americanos, isto é, o processo social pelo qual os indivíduos de camadas superiores perderam seu status social tornando-se proletários 
       A matriarca da família embora enfrente situações humilhantes é uma mãe batalhadora, de personalidade forte e com uma dignidade infinita. As frases finais desta mãe são repletas de força e de lirismo: "A gente rica vem e morre. E seus filhos não prestam. Também acabam morrendo. Mas nós continuamos. Nós somos o povo que vive. Eles não podem nos vencer. Continuaremos para sempre, porque nós somos o povo”, representa o confronto entre indivíduo e sociedade, através da epopéia da família Joad, expulsa pela seca dos campos de algodão de Oklahoma para tentar a sobrevivência como bóias-frias nas plantações de frutas do Vale de Salinas, na Califórnia.
        Portanto, é um filme clássico e atemporal e se mudarmos a história de cenário perceberemos que a situação pela qual os personagens passam continua acontecendo com milhares de pessoas até hoje. 


Romasari
Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2008
Código do texto: T1040316

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Romasari
São Borja/RS - Brasil, Escritora Entusiasta
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