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Texto

Classe: Resenhas APRESENTAÇÃO DA OBRA A comunicação escrita sempre foi um fascínio em minha vida, por ser um instrumento capaz de perpetuar a história, transmitir cultura, emoção e até expressar um grande sentimento nos momentos em que, o embargo da voz, não permitir que seja feito verbalmente. Meu fascínio vai bem além. Invade os espaços bucólicos e de lindas paisagens, em que se refugiam os mestres das letras, para permitir que as palavras fluam de suas mentes sem a perturbação dos lugares agitados. Passam lá uma eternidade, como se estivessem encarcerados e prisioneiros de suas próprias almas, até que consigam registrar no papel o mais puro de seus sentimentos. Não que isto seja pré-requisito, pois boa parte dos escritores produz suas obras em seus escritórios urbanos e o fazem muito bem. Quis também experimentar o gostinho da sensação prazerosa de manusear as letras e organizá-las uma após outra na estruturação de um livro, tal como os tijolos na construção de uma casa. Há um ensinamento da Medicina Tradicional Chinesa direcionado aos mestres da acupuntura, que merece ser citado: “Somos mestres em aplicar as agulhas mais ou menos profundamente e em fazer ativar as energias do corpo. Em todos os tratamentos, sempre agiremos como se estivéssemos à beira de um abismo ou perto de um tigre, preocupados somente com o que fazemos. Os olhos não olham ao redor e a mão deve ser firme como se segurasse a cabeça do tigre. A mente não deve ser dispersa, mas isenta de toda preocupação, concentrada como quando está à espera de um personagem importante. Deve observar o paciente e sua doença com calma, sem se distrair”. Tomei emprestado este ensinamento chinês para comunicar qual foi minha disposição ao escrever este livro. Em todos os momentos estive presente de corpo e alma, agarrado ao teclado do computador, preocupado somente com o que fazia, para que não me fugissem as idéias. Concentrei-me como se à espera de uma pessoa muito importante, que neste caso, foi você, prezado leitor. A existência deste livro deu-se, inicialmente, à minha mania de escrever, o que faço rotineiramente desde 2001. Comungo com o escritor americano Ernest Miller Hemingway, autor de “O Velho e o Mar”, sua obra-prima, quando disse: “Ficar sem escrever é extremamente cansativo”. Meus escritos direcionaram-se, muitas vezes, à minha própria alma, no sentido de preencher alguns vazios. Talvez devido aos erros de minha vida, valorizo, sobretudo, a introspecção, a oportunidade de refletir, dar um passo atrás e, se necessário, mudar, mesmo quando quase impossível. Diz o ditado que a boca expressa o que o coração está cheio e o ouvido gosta de ouvir o que preenche o coração. Muitos são os livros que preenchem nossos corações e que nos possibilitam, inclusive, auto-ajuda. Mas auto-ajuda? Não! Com toda certeza meus textos não se atrevem a tanto. Deixo esta árdua tarefa para os especialistas. O escritor irlandês Oscar Wilde disse que “Nada sobrevive a uma reflexão”. Sei que, estando eu necessitado e antes de pretender me ajudar, preciso refletir e formar uma opinião. Ter uma opinião própria, mesmo que não definitiva, é pré-requisito para uma reflexão. Por isto, limitei-me a escrever textos “FORMADORES DE OPINIÃO”, nada mais que isto. Para contribuir na formação de opinião do leitor, é preciso haver seriedade. Todos são textos muito sérios, mas nas entrelinhas não desprezam o humor, sem, contudo, pretender divertir. Alguns são relatos de minhas experiências e observações da vida, convidando ao leitor a buscar a introspecção e reflexão. As denúncias e sarcasmos contidos, manifesto de minhas muitas e acumuladas indignações, são na maioria de ocasião, devido à notória crise moral, ética e política de nosso país, em muitos setores. Muitas eu fiz com ousadia, mostrando minha face, expondo-me inteiramente e até demais, exatamente por serem muito polêmicas, a ponto de desagradarem simultaneamente a Gregos & Troianos. Utilizei de algumas citações de ensinamentos cristãos, porém são totalmente isentas de pretensão religiosa e não almejam converter ninguém a esta ou aquela religião. Se eu pretendesse escrever um livro cristão neste sentido, reeditaria a própria Bíblia sem acrescentar nenhuma interpretação pessoal, para que a soberba não me subisse à cabeça. São apenas versículos de profundo significado universal, sem misticismo e fanatismo, válidos inclusive a quem não crê, pois a meu ver, cabiam bem ao contexto para esclarecimento e reforço de minhas idéias. A miscelânea de textos, curtos, com princípio, meio e fim, portanto, independentes, estão organizados estrategicamente sem uma seqüência lógica, podendo ser lidos aos poucos e em qualquer ordem, para não cansar. A receita é de meu pai, quando me ensinou a ler em partes para não sobrecarregar a mente: “O cérebro é como um recipiente que podemos enchê-lo de tijolos. Quando não couber mais, completamos com areia. E quando estiver aparentemente lotado, ainda caberá água”. “Lava-almas: Oportunidades de Reflexão e Manifesto de Indignações” é um LIVRO-CONVITE encaminhado aos leitores, não somente para leitura, mas principalmente para visita, como se fossem a um bazar de objetos usados à procura de boas oportunidades. Espero que as encontrem e possam servir como água de refrigério para vossas almas. E se indignações as sufocam, basta somar forças aos meus muitos manifestos, inseridos aqui, previamente, em nosso nome. Antônio Fernandes Dantas ( autor )
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| Antônio Fernandes Dantas |
| Publicado no Recanto das Letras em 02/07/2008 Código do texto: T1061437 |
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Sobre o autor

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Antônio Fernandes Dantas
Belo Horizonte/MG - Brasil, 56 anos, Escritor Amador
64 textos (2448 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/09/08 09:07)
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