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Texto

| NOITE O pêndulo não cessa o seu balanço, Tique taque, tique taque sonhos perdidos, Na exatidão do tempo nobre e manso, Pluralizo o meu olhar indefinido. Meu espírito se perde, não o alcanço, Sinto uma angústia um gosto mórbido, Um afã de deitar no teu colo – lanço, Palavras no escuro sem nenhum sentido. Tento me recompor, mudar a cor, retomar, A direção da noite, desejar o dia, Mas, ela, arredia, insta em não terminar. Até quando meu espírito irá vagar... Como uma triste poesia - fugidia, Até quando será noturno o meu olhar? |
| DELEY |
| Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009 Código do texto: T1904841 |
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Sobre o autor

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DELEY
Ribeirão das Neves/MG - Brasil, 43 anos
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4 e-livros (1058 leituras) (estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 09:03)
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