Texto

A árvore cortada.

Amiga, se jaz ao chão, sem cor tua folhagem
Que já deu sombra, flor e fruto doce.
O teu silêncio verde, talvez fosse
o grito silencioso desse lápis.

Amiga, o furor cruel da moto serra,
não vai calar a solidão que clama,
nem apagar a verdejante chama
de tua irmã que eu plantar na terra !

Pois, este galho, esta flor, esta semente
renascerá em tudo onipresente,
com mãos gigantes, sacudindo o céu.

Respondo aos elfos, na floresta errante:
Eu te verei, te encontrarei distante,
nas moléculas de uma folha de papel.
Frazão
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904970

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Indique para amigos
Denuncie conteúdo abusivo

Comentários
04/11/2009 17h19 - edson gonçalves ferreira
Um soneto espetacular que fala sobre o papel, envolvendo um toque ecológico, um apelo ultra humanístico e um toque romântico lindo. Parabéns. Convido você para ler "Um soneto terno e um poema inspiradíssimo", na minha página, deixando seu precioso comentário. Um abraço, Edson

Sobre o autor
Frazão
Aparecida de Goiânia/GO - Brasil
18 textos (384 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 07:59)

Como anunciar aqui?