Sobre a “fé” do agnóstico
O céu que causa câncer nos protege
Na fé que no além haja outra vida,
Ainda que a cor esteja bege
E a flor do azul celeste carcomida...
Camada de ozônio empobrecida,
Nos mostra que é dos pobres a abóbada,
Assim como é da moça abobada
A sina de ser tonta e esquecida...
Mas quem esquece a terra e o raso chão,
Terá rente ao espírito um Deus,
Que pode ser malvado ou bem bonzinho.
Recebo ou recebi sua proteção:
O Pai sempre perdoa os erros meus,
Será na extrema unção a Hóstia e o vinho?
Fabio Daflon
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905044
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