Texto

TROCO DE BALAS

Balas de troco

Sempre ao mercado ia e bala de troco recebia
Isto por troco não ter, diziam as moças do caixa.
Sem culpá-las por tal que um pote de balas enchia
O cofre para meu socorro já não estava em baixa!

O dinheiro brasileiro qualquer mercador o faz
Sem a moeda vende mais, ninguém volta a devolver!
Economia que ao fim do dia bom lucro trás,
Giro de mês pagar funcionário sem no bolso à mão meter.

E assim foi, dias, meses e ano que balas recebia!
Troco informado ser, na hora em que eu pagava.
Ouvindo a mesma frase toda hora que ao mercado ia.

Mas deparei-me um dia com a corda no pescoço,
Sem dinheiro ou outra fonte, as balas que me valeram.
Fiz compra; as balas ao balcão derramei.Tornaram doce!

Barrinha 04 de novembro de 2009 – 18; 35

Antonio Israel Bruno
Bala de troco
antonio israel bruno
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905188

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Comentários
05/11/2009 21h57 - Petrovana
INTERESSANTE!!! belo trabalho poeta Brunoo.. bjs bjs veronica
04/11/2009 19h27 - Thereza Green
Muiti sensível o seu soneto, até parece q fala de uma criança, abraço poético.
04/11/2009 19h26 - Laís Mussarra
eita! se fosse eu teria comido o troco toda vez que o recebesse! rs!

Sobre o autor
antonio israel bruno
Barrinha/SP - Brasil
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