Texto

Sortilégio

O valente acha bom muita pancada
Quer fazer a vingança render frutos
Pois que são  todos falsos, mui astutos
Que exploram e matam na debandada

Mas esquecem a ação civilizada
Boas regras, trabalho e seu produto,
Perdição, toscas danças, muito luto,
Ignorância farta e enrolada.

Eis que o filho do bruto privilégio
Real sócio rico do estrangeiro,
Verte sangue de outrem que não mais herda,

Diz ser justo morrer, um sortilégio,
Mas seu sangue preserva, vil herdeiro,
Pois seu sangue não vasa, e cheira a perda.
Jacques Levin
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1905288

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Comentários
18/11/2009 20h20 - WRAMOSS
Lindos versos de um belissimo soneto ! Aliás, li outros textos seus e gostei muito ! Parabéns, muito prazer e grande abraço.

Sobre o autor
Jacques Levin
Vassouras/RJ - Brasil
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 26/11/09 08:36)

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