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Vergonha

                 Vergonha
       
Nossa vergonha é uma sombra do amor,
Aprisionada por bola e corrente.
Se por ti eu pulo no fogo tão ardente,
a sombra esconde o queimado tumor.

E toda sombra é outro beijo, tremor,
Pois hipnotiza mi'a boca que o sente,
E me prende em tua vida de repente.
Não se espalha qualquer pista ou rumor.

Se você conta uma nova mentira,
Eu então avanço e assumo esta nova culpa.
E vou rasgando esta mi'a fama em tiras.

E se decido avançar com a mi'a vida,
Olho pra trás e arranjo outra desculpa.
Mi'a vergonha fica aberta ferida.

(inspirado por PJ HARVEY)
Saulo Eduardo Korndorfer
Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2009
Código do texto: T1905876

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Sobre o autor
Saulo Eduardo Korndorfer
São José do Rio Preto/SP - Brasil, 22 anos
45 textos (1740 leituras)
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