Cânticos ao Amor
Livres correm as águas do rio para o mar,
Verdes de esperança, suaves e cristalinas;
Cascatas declamam poesias libertinas,
O canto do guarda-rios no ar a encantar.
A corrente do rio beija o mar com virilidade,
Entrando de rompante, logo a foz avassala,
E as sereias olham com sensualidade,
Seus cânticos ao amor o coração embala.
O mar ama o rio sem pudor, com paixão,
Ondas viajam para a praia em sucessão,
Com doce rebentar na areia fina e dourada.
O céu de azul pálido assiste, cúmplice perfeito,
O prazer de ser, de correr, assim satisfeito,
O fluir mágico das águas na terra desflorada.
(luís santos 7/11/09)
aquazulis
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1909708
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