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A cor dos nossos versos

A cor dos nossos versos

Fui pela madrugada, sorrateiro,
Para ler teus poemas coloridos
Que os meus andam cinzentos, escondidos
Sob a tristeza que há no meu tinteiro.

Rascunho guardanapos dia inteiro
Mas nada impressiona os meus sentidos
E os meus versos insonsos descabidos
Vão engrossar o rol do meu lixeiro.

Ó musa por que ruas é que andaste?
O que fizeste à cor do meu contraste
Que coloria os versos que fazia?

Onde guardaste a cor que em mim jorrava
E que prodigamente despejava
Sobre os versos de amor que te escrevia?

Cândido
Cândido
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1910482

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Comentários
11/11/2009 00h21 - Tânia Regina Voigt
Olá, poeta! Teu soneto é muito belo! Quero parabenizá-lo duplamente. Primeiro pelo soneto que como já disse ficou lindo! E segundo, porque venho fazendo uma pesquisa e dentre muitos, tu foste um dos raros escritores que encontrei, com as características que venho procurando, para integrar um grupo de grandes poetas. Em breve te enviarei um email explicando melhor... Não é trote, não é vírus, não é marketing, nem é cantada. Ok? rsrs Um fraterno abraço!
07/11/2009 17h09 - fabio brandao
Genial e digno de todos os aplausos,um abraço e felicidades...

Sobre o autor
Cândido
Portugal
77 textos (1093 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 27/11/09 11:23)

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