A OUTRA MARGEM
Olho triste para a outra margem do rio,
A ponte que me unia a ela caiu sem avisar,
Levada pela corrente; na minh'alma um vazio,
Impedido de na outra margem passear.
Mergulho na água gelada do rio, resoluto,
Contra a corrente lutando, nado sem avançar,
Cansado e frustrado, uma batalha disputo
Contra o destino que me faz fracassar.
Que cesse a chuva, venha a seca impiedosa
Qu'evapora a água do rio, que vem silenciosa,
Para eu finalmente atingir a outra margem.
Penso nela dia e noite, acordado ou a sonhar,
Com sua vegetação luxuriosa, aves a cantar,
Nos olhos do coração a mais bela paisagem.
(luís santos 7/11/09)
aquazulis
Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2009
Código do texto: T1910941
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.