Texto

SONETO AO LUAR


Atrás da lagoa a lua se desleixa
e sobre as ondas o cabelo solta
e afunda na impérvia escuridão; deixa
a noite enlutar a água revolta.

Teu brilho agora é vão,
já beijou-te o orvalho a face;
teu seio branco viu toda ilusão
que um'alma na ventura não buscasse.

Vai, voa na esteira da azúlea esfera,
embala-te na amplidão gozando os mares
e emprenha-te, em comunhão, de infinito.

Abençoado teu ventre que espera;
e beije-te o colo, no pecado de voltares,
mais um soneto que pra ti deixei escrito.
Chaplin
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T990747
Indique para amigos
Denuncie conteúdo abusivo



Comentários
27/07/2008 19h00 - Sofia Magalhães
Lindos versos poeta, prazer estar aqui conhecendo teus escritos....bjos!
07/07/2008 10h23 - Nina Araújo
Belos versos,poeta!!Vou ler os demais e apreciar o seu trabalho!!Muito obrigada pelo comentário!Beijos daqui do Rio.
27/06/2008 21h06 - Moacir Silva Papacosta
POeta, belíssimo escrito. Adorei! Parabéns! Um abraço do amigo de Goiás.

Sobre o autor
Chaplin
Rio Grande/RS - Brasil, 63 anos, Escritor Amador
234 textos (8736 leituras)
1 áudios (74 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/08/08 15:59)

Como anunciar aqui?




Ajude-nos a divulgar o Recanto das Letras.
Saiba como: clique aqui
Indique

Capa | Cadastro | Textos | Áudios | Autores | Mural | Fórum | Escrivaninha | Regras de Uso | Links | Anuncie | Ajuda | Contate-nos