Texto

Mar de solidão

Tudo distante, este mar consome
Em turbulentos gestos, tão bravio
No peito um desgosto que não dorme
Na alma um calor com tanto frio
 
Não sei que mais me quer, tanto agita
Tão bravo vem, tanto que me tenta
Preso, fico a tudo que me grita
E calado a ver sua tormenta
 
E sigo já sem praia a meu redor
Pisando as pedras gume que de cor
A alma distingue na escuridão
 
Entre melancolia e saudade
De mim se perde o que é verdade
Por ganho, tenho um mar de solidão
 
HerLânder Lobão
Lander Lobão
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T991096
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Comentários
16/05/2008 19h30 - LuciAne
Belíssimo soneto, triste e belo! Bjos

Sobre o autor
Lander Lobão
Portugal, Escritor Amador
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