DESPEDIDA
Queria fazer um poema de despedida para nós,
Versos de partida que nem sequer foi viagem;
Alguma coisa que significasse uma tristeza ímpar,
Expressas em formas tênues de uma dor doida.
Mas como fazer versos cantando os desamores?
Mas como fazer versos expressando as dores?
Sequer por um instante eu acreditei na partida,
E tampouco me preparei para essa despedida.
Mas não fui eu quem se foi quem partiu foi você;
Fiquei olhando, pasmo, vendo você indo embora,
Sem nem ao menos olhar uma só vez para trás.
Quando você era apenas aquela silhueta distante,
Lentamente, ergui os braços num aceno triste;
Poderia não ser adeus, mas um gesto te chamando...
Lúcio Astrê
Publicado no Recanto das Letras em 15/05/2008
Código do texto: T991479
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.