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FIGURAS DE LINGUAGEM

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I - METONÍMIA (figura de palavra ou tropos)

É o emprego de um termo em lugar de outro, havendo entre ambos, estreita afinidade ou continuidade de sentido. Contigüidade significa proximidade, vizinhança.

Se à idéia de morte associamos a idéia de palidez, é porque há urna relação de proximidade entre elas. O rosto do morto é pálido; portanto a morte causa palidez. A palidez é um efeito da morte. Observe:

=•> Ele ganha a vida com o suor.

O trabalho causa o suor que é o efeito do trabalho. Portanto, o suor é o efeito e o trabalho a causa.

Suor => trabalho – são idéias diferentes, mas afins.

A Sinédoque é um caso especial de metonímia, onde se troca a palavra que indica o todo de um ser por outra que indica apenas uma parte dele. Observe:

=•> As chaminés forjam a grandeza de São Paulo.

Neste caso, chaminé (a parte) está substituindo fábrica (o todo).

Há na sinédoque uma relação de extensão. Isto é, um termo [de extensão menor = chaminé] se inclui no outro [de extensão maior = fábrica].

Exemplos de metonímia:

=•> Édson ilumina o mundo (o inventor e o invento).

=•> Os cabelos brancos já chegaram. [cabelos brancos o efeito, a velhice a causa = A velhice já chegou].

=•> Não te afastes da cruz [= religião]. (o símbolo e o simbolizado)

=•> Ele é um bom garfo = comilão. [o instrumento e a pessoa]

 

Exemplos de sinédoque:

=•> Não dá para viver sem um teto. (a idéia de teto nos remete a casa = a parte e o todo)

=•> Lento o bronze soa. [a matéria e o objeto que dela é feito]

=•> Os mortais sofrem neste mundo. [o gênero e a espécie]

Tendo em vista os aspectos observados, cabe lembrar que a metonímia nem sempre é percebida como uma figura de estilo, pois algumas de suas construções já pertencem à linguagem comum.

É o caso de quando exclamamos: Comi dois pratos de salada!

Ninguém irá imaginar que eu tenha ingerido os pratos, mas, sim, seu conteúdo. Da mesma forma: o pão de cada dia, ter bocas para alimentar, dizem as más línguas, os sem-teto, etc.

 

II – PLEONASMO (figura de sintaxe ou construção)

O pleonasmo (do Grego, pleonasmós = superabundância) é uma repetição de um termo já expresso na oração. Essa repetição só é válida e aceita como pleonasmo, quando o termo usado tem a finalidade de reforçar, dar expressividade a oração. E isso só acontecerá no âmbito literário. De modo, que o pleonasmo só existe como figura de linguagem:

“Cada qual busca salvar-se a si próprio...” (Herculano)

“Morrerás morte vil da mão de um forte.” (G. Dias)

“E rir meu riso.” (Vinícius de Moraes)

Fora esse caso, no âmbito das palavras, torna-se uma repetição inútil, é um vício de linguagem conhecido como redundância, também chamado por muitos estudiosos como Pleonasmo Vicioso.

Pleonasmo Vicioso - é a repetição de termos supérfluos, evidentes ou inúteis na frase. É o mesmo que repetição redundante, desnecessária, motivada pela ignorância de quem escreve ou fala: hemorragia de sangue, pegar com as mãos, ganhar grátis, etc. Nesta mesma categoria com o título de Pleonasmo Vicioso ou Redundância há uma lista dos pleonasmos que devem ser evitados.

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Ajudaram na elaboração deste glossário:

Helio Seixas Guimarães, Ana Cecília Lessa - Figuras de Linguagem –– Atual Editora.

Rocha Lima – Gramática Normativa da Língua Portuguesa – José Olympio.

Graça Paulino – Literatura Participação & Prazer – Ed. FTD

Assis Brasil – Vocabulário Técnico de Literatura - Edições de ouro.

Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe.

Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário.

Ricardo Sérgio
Publicado no Recanto das Letras em 27/08/2006
Código do texto: T226198

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Comentários
03/11/2009 19h02 - yasmin
esse jaisson vai um vagabundo catador de lixo que nem pra prestar atenção na aula eu acho que ele presta !!
29/09/2009 18h14 - Gabriel
Muito bom, parabéns. Quanto ao Jaisson, uma pessoa com esse nome não deve ser levada a sério. E com esse português então, não há o que falar.
28/09/2009 07h11 - tamires
gostei muito, minha professora é que ia adorar....

Sobre o autor
Ricardo Sérgio
Campo Grande/MS - Brasil, 62 anos
654 textos (926522 leituras)
4 e-livros (256 leituras)
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