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PLEONASMO Pleonasmo é uma palavra de origem grega que significa superabundância. Chama-se pleonasmo o uso de expressão redundante. Há dois tipos de pleonasmo: o pleonasmo vício de linguagem e o pleonasmo figura de linguagem. 1. Pleonasmo vício de linguagem ou pleonasmo vicioso é a repetição desnecessária de um termo ou idéia. Muitas vezes, o uso do pleonasmo acontece porque, com o tempo, houve o esquecimento do significado das palavras ou expressões. Eis alguns pleonasmos viciosos: Entrar para dentro Sair para fora Subir para cima Descer para baixo Hemorragia de sangue Plebiscito popular Ilha fluvial do Rio Guaíba Consenso geral Opinião individual Unanimidade de todos Encarar cara a cara Repetir de novo Enfrentar de frente Vereador municipal Erário público Decapitar a cabeça Exultar de alegria Prever de antemão Habitat natural Conviver juntos Minha autobiografia Estrelas do céu Monocultura exclusiva Planos e projetos para o futuro Segredo secreto Produzir bons (ou maus) produtos Bela caligrafia Sonhar um sonho Há cinco anos atrás Gritar alto Amanhecer do dia Elo de ligação Acabamento final Duas metades Certeza absoluta 2. Pleonasmo figura de linguagem. Figura de linguagem é um recurso estilístico empregado para emprestar à frase “mais força e colorido, intensidade e beleza.” O pleonasmo é uma figura de construção ou figura de sintaxe, isto é, um recurso estilístico, quando tem a função de realçar a idéia, tornando-a expressiva, deixando-a mais elegante, daí ser chamado de pleonasmo de reforço ou estilístico. Exemplos: Minha felicidade eu a conquistei. A mim me parece certa a observação que ele fez. Nessas duas frases, temos o emprego de objetos pleonásticos. Na primeira, houve a repetição do objeto direto minha felicidade, ao usar-se outro objeto direto: o pronome a. Na segunda, a repetição do objeto indireto a mim, ao empregar-se outro objeto indireto: me. Os pronomes esse e issosão pleonásticos, quando reforçam quem, aquele que, e o que. Exemplos: Quem insistia em ficar na rua, esse estava sujeito a ser assaltado. O que tu fizeste, isso não me importa. Segundo Sacconi (1990, p. 399), “São pleonasmos aceitáveis: arrumar arrumadinho, fazer bem feitinho, lavar bem lavadinho, limpar bem limpinho,etc. “ Encontra-se pleonasmo estilístico em muitos escritores: Viana Moog: “Sorriu para Holanda um sorriso ainda marcado de pavor.” Manuel Bandeira: “Chovia uma triste chuva de resignação.” Vinícius de Morais: ”E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto.” Roberto Carlos em sua conhecida canção “Detalhes” também empregou o pleonasmo: “Detalhes tão pequenos de nós dois” Referências: BECHARA,Evanildo. Moderna Gramática portuguesa. 37 ed. (rev. e aum.). Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. CAMARGO, Thaís Nicoleti de. Pleonasmo: "vício" ou estilo? Disponível em: < http://vestibular.uol.com.br/redacao/ult2826u15.jhtm > Acesso em: 26 ago. 2007. CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática: teoria. 16. ed. (ref. e ver.).São Paulo: Atual, 1990. THOMAZ, Roberto Mauro. O pleonasmo nosso de cada dia.Disponível em: <http://www.gargantadaserpente.com/artigos/robertomauro.shtml> Acesso em: 26 ago. 2007. |
| Mardilê Friedrich Fabre |
| Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2007 Código do texto: T630904 |
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Mardilê Friedrich Fabre
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