A nossa língua portuguesa e (mais) uma de suas (incontáveis) contradições...
Quando entramos no estudo da sintaxe,
em Português, a respeito de ANÁLISE SINTÁTICA, aprendemos o
que é ORAÇÃO (= qualquer frase verbal), PERÍODO (=conjunto de
uma ou mais orações), etc., etc.
E no roteiro a ser seguido em uma ANÁ-
LISE SINTÁTICA (após os conceitos de período e oração), temos
que memorizar que, "NA ANÁLISE SINTÁTICA, HÁ OS CHAMADOS
"TERMOS E S S E N C I A I S DA ORAÇÃO" (= sujeito e predicado).
Aqui, começa a contradição aludida no e-
nunciado :
O QUE SE ENTENDE POR "E S S E N C I A L"?
No nosso entender, por "ESSENCIAL" deve-
se entender "tudo aquilo QUE É IMPRESCINDÍVEL, tudo AQUILO QUE
NÃO PODE FALTAR".
Tomando-se por base a afirmativa de que
SUJEITO e PREDICADO SÃO TERMOS "ESSENCIAIS" (ou seja : in-dis-
pen-sá-veis) NUMA ORAÇÃO, como, então, justificar, dentre os tipos
de sujeito (=simples, composto, oculto, indeterminado e INEXISTENTE), a existência do SUJEITO I N E X I S T E N T E (ou
"ORAÇÃO SEM SUJEITO") ?
Eu, hein?
pedralis
Publicado no Recanto das Letras em 08/05/2008
Código do texto: T980996
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