Não julgueis
Aquele que vier a te julgar, julgado será
Julgado com o mesmo juízo que julgou
O mesmo medidor que mediu te medirá
No mesmo fiel que te conferiu e te pesou.
E por veres a trave nos olhos do teu irmão
Sem reparar o tronco que tendes no vosso
Não o vistes por teres no teu um travessão
Que lhe vedou ver a trave, que eu posso.
Pedi e dar-se-vos-á; e se buscares achará
Pois todo aquele pedir na certa irá receber
Aquele que buscar, certamente encontrará
Quem bate à porta, ela se abrirá se merecer.
O Pai não dará ao filho pedra em lugar do pão
Ou uma cobra venenosa se lhe pedir um peixe
Mesmo sendo cego, são filhos de seu coração
Ouça a voz do Créador, e não mais se queixe.
Aquilo o que quiseres que teus irmãos te façam
Fazei-o primeiro a eles, e na certa irão te retribuir,
Eles sabem, a lei e os profetas ficam, eles passam
Se quiseres somar, primeiro vá aprender a dividir.
Deveis entrar pôr aquela porta que se diz estreita,
Saiba que a porta larga tem uma espaçosa entrada
Os cegos de espíritos seguem-na como a perfeita
E só no final sentirão a sua evolução paralisada.
Porta larga é opção de sua divina caminhada
A porta estreita é outra opção de seu caminhar
A vida é a eterna viagem evolutiva, é a estrada
É a seara onde tudo que plantar, tudo irá ceifar.
Guardai-vos dos falsos médiuns e adivinhadores
Que se aproximam com suas mascaras de profetas
Pôr dentro ele só tem sua falsídia de doutrinador
São espíritos retrogrado se dizendo bons ascetas .
Pelos seus frutos, as arvores boas tu conhecereis
Vossa semeadura é livre, e a colheita, obrigatória
Ceifarás de vossa seara toda semente que semeeis
Vossos frutos com seus sabores contará sua historia.
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alo
Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2009
Código do texto: T1904526