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Texto

| conto erótico 5 Todos temos de ter uma ocupação qualquer, fazer alguma coisa na vida: não fazer nada seria um exemplo não exemplar. Eu faço o que escolhi fazer, sou professor. Não sou coisa nenhuma, cada vez sou menos. Vou fazer um conto sobre o Tudo e o Nada de ser, uma aula sobre o Método Ciêntifico. Imaginem que a ciência se pode e deve ensinar: é essa a minha função, mas não a tenho... Não a guardo e levo para casa, não a detenho e tenho no dia a dia, só se ma derem... Os "putos" estão deseducados, &, a vida transformada num comércio com a morte, sem simbolismo nenhum, pago a orações de comerciais... Os pais querem que eduquemos e ensinemos?... daí ser incrédulo. É que a educação não se ensina, transmite-se através do exemplo sobre_tudo. Como educar miúdos que passamos o tempo a mandar calar? Não mandando calar?? Estando permanentemente a escrever no quadro??? Passando slides e transparências, retroprojectores, filmes... Agora a grande bandeira é a "educação sexual" na escola, já lá chegou, desde ontem, no Bar, na parede, acima das sandes e bolos, um preservativo desembrulhado, com olhos, com boca a rir-se, ao alto, avisa: - Não esqueçam de me usar! (se não é assim é parecido) Ser incrédulo... essa incredulidade em dois poemas, desisto do conto como simples conto, deixo o método. O método científico depende do conhecimento, compreensão, aplicação, das suas fases. Fases do Método Científico: 1 – o problema imaginemos querer escrever um conto erótico... 2 - investigar é a fase da recolha de informação sobre o tema: pensamento do pensamento, escrita da escrita, o problema de qualquer problema... 3 - pergunta(s) (a_s pergunta_s para se chegar a uma pergunta) atravessa todo o problema e está presente em todas as suas fases, seria a ideia dum título para um texto... 4 - hipótese é a forma de tentar dar corpo - à resposta à pergunta - através duma fórmula que vamos/ estamos a investigar... 5 - experimentar fase charneira, central em todo este processo, é esta onde a hipótese é testada.!. (é a fase do caralho, como tentei representar através dos dois pontos e exclamação) 6 - observar é dar atenção a tudo o que se passa durante a experiência, do antes ao depois... 7 - registar esta atenta anotação de tudo que se observa... 8 - analisar é avaliar e validar e tudo ao mesmo tempo num momento que acompanha toda a experiência e deve ser o seu culminar... 9 - conclusão só no lavar dos cestos acaba a vindima... Das duas uma, depois de todas estas fases ou deu fezes ou está feito: 1 - temos um novo conhecimento cientifico, comprovado pela(s) experiência(s); 2 - outra hipótese, a nossa hipótese não se comprovou, temos de tentar nova hipótese e novas experiências. Os dois poemas já saem deste conto, o que quer dizer que o conto acabou e continua ou faz parte duma narrativa erótica que sai de si para ser nua e ter como roupagem as palavras, no seu corpo nu. Leitor, ou_vinte... o conto continua o anterior e segue no seguinte, acaba aqui. {(09.12.06) Foto: "continuação", autor desconhecido... O que é que há de erótico nos contos eróticos, só vendo :), só lendo... este desdobrar de palavra sobre palavra, de ideia in-si-nu-an_do... ideia, o sonho e o sono, o prazer e o gozo, este zoo onde prendo e solto as palavras. Veja(m+) onde ando a coleccionar os últimos dias... Vou associar a… (ver dia 6) http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=306313} |
| Francisco Coimbra |
| Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2006 Código do texto: T314172 |
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Sobre o autor

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Francisco Coimbra
Portugal
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