Texto

Tragédia Negra

A guerra, em si mesma,
São duas: a vontade
De vencer - o medo da derrota.
E nesse confronto
De idéias absurdas,
O absurdo gero o caos
Que por si mesmo gera
A guerra interior.

A paixão primitiva
Tão terrível permanece,
E tece a tônica do ódio,
Farpa inefável
Da tragédia negra,
Que varre a vento largo
Os aliados da ambição,
Restando um restro de cinzas.

A consciência, por si mesma,
É única: a energia
Que vence os conflitos.
E nessa convicção
De idéias vívidas,
A vida gera a harmonia
Que por si mesma gera
A paz interior.

(Maurício Apolinário)
Maurício Apolinário
Publicado no Recanto das Letras em 01/06/2007
Código do texto: T509350

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Comentários
01/06/2007 17h08 - Jesus Ramos
Caríssimo poeta, nós somos primitivos por natureza, desde a Criação! Porque haveríamos de mudar na era dos computadores?! No tempo de Noé, Deus viu a maldade Humana e não gostou! E o resto já sabe. E acha que Ele agora gosta dos nossos tempos?!! Claro que não! Somos mesmo primitivos e racistas incorrigíveis! Infelizmente! Parabéns pelo poema! Grande abraço
01/06/2007 15h08 - Henricabilio
A guerra é o maior de todos os absurdos. Precisamente a negação da Vida. Bem vindo e um abraçooo luso!

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Sobre o autor
Maurício Apolinário
Brasília/DF - Brasil, 51 anos
135 textos (22786 leituras)
3 e-livros (1577 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/11/09 09:09)

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