Tragédia Negra
A guerra, em si mesma,
São duas: a vontade
De vencer - o medo da derrota.
E nesse confronto
De idéias absurdas,
O absurdo gero o caos
Que por si mesmo gera
A guerra interior.
A paixão primitiva
Tão terrível permanece,
E tece a tônica do ódio,
Farpa inefável
Da tragédia negra,
Que varre a vento largo
Os aliados da ambição,
Restando um restro de cinzas.
A consciência, por si mesma,
É única: a energia
Que vence os conflitos.
E nessa convicção
De idéias vívidas,
A vida gera a harmonia
Que por si mesma gera
A paz interior.
(Maurício Apolinário)
Maurício Apolinário
Publicado no Recanto das Letras em 01/06/2007
Código do texto: T509350
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